Dinner Talking e Comex Conecta ocorrem na próxima semana e em junho, respectivamente
Por ACI: 13/05/2026
Dois eventos promovidos pelo Comitê de Internacionalização vão proporcionar aos profissionais ligados ao comércio exterior na região o acesso a informações sobre as bem-sucedidas práticas de exportação da Grendene e o programa Operador Econômico Autorizado (OEA).
Na próxima quarta-feira, 20, no Restaurante do Swan Novo Hamburgo, ocorrerá a 23ª edição do Dinner Talking, cujo palestrante convidado é Vladimir Gardini, gerente de exportação da fabricante de calçados. No evento, a partir das 18h15min, Gardini destacará os desafios de abrir constantemente novos mercados para atingir presença em mais de cem países, entre outros tópicos.
Já no dia 23 de junho, será realizada palestra com Fábio Lemos, auditor fiscal da Receita Federal, como tema OEA. O Comex Conecta ocorrerá no auditório da ACI, das 9h30min às 11h30min.
Nesta terça-feira, 12, o Comitê de Internacionalização realizou a reunião mensal de maio, coordenada pela vice-presidente Sheila Bonne. As convidadas especiais foram Fabíula Ferreira Cardoso, analista de comércio exterior, e Juliana Sperb, coordenadora de suprimentos, da Killing.
Com sede em Novo Hamburgo e mais de 60 anos de história, a empresa possui sete plantas fabris, três unidades de negócios e mais de 600 colaboradores. Além de abastecer o mercado interno brasileiro, a Killing tem exportações para outros país, do Uruguai ao México, de adesivos e tintas. Também realizações operações de importação de diversos países, especialmente da china e dos Estados Unidos, para as suas unidades no Rio Grande do Sul e na Bahia.
As áreas de negociação, comex, sourcing e comercial de exportação da empresa somam 15 profissionais, liderados por um diretor comercial. Conforme Juliana, a logística internacional enfrenta grandes desafios, que afetam tanto as importações quanto as exportações brasileiras. Mudanças nas rotas marítimas levam ao desvio das rotas pelo Cabo da Boa Esperança, o que fez os prazos de trânsito aumentarem em até 15 dias, elevando fortemente os custos de frete.
Além disso, há gargalos de infraestrutura, como capacidade portuária e escassez de contêineres O resultado é uma explosão no custo de frete: antes do Conflito no Oriente médio, o valor do frete era de US$ 1200. O frete atual chega a US$ 4000, aumentos estes associados aos custos de combustíveis e às mudanças de rotas.
Barreiras nas exportações
Conforme Fabíula, as exportações enfrentam também outras barreiras, como dificuldade de garantir bookings, falta de espaço nos navios e redução na frequência das escalas. A soma desses entraves compromete prazos e reduz a competitividade internacional do produto brasileiro.