ACI solicita informações sobre medidas para enfrentamento de futuras catástrofes climáticas no RS

Por ACI: 17/06/2026

A Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom, Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti encaminhou, nesta sexta-feira, 12, correspondência à Defesa Civil Municipal de Novo Hamburgo, à Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul e à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.

No documento, diante dos eventos climáticos extremos que atingiram o Estado do Rio Grande do Sul nos últimos anos, causando perdas humanas, sociais, econômicas e ambientais de grandes proporções, a entidade solicita informações detalhadas acerca das ações já implementadas e das medidas atualmente disponíveis para enfrentamento de novas catástrofes naturais.

“Diante das previsões que indicam a possibilidade de novos períodos de chuvas intensas e outros eventos extremos, é fundamental que a população tenha conhecimento do nível de preparação dos órgãos responsáveis pela proteção e defesa civil. Dessa forma, solicitamos esclarecimentos sobre dez pontos”, explica o presidente da ACI, Robinson Klein, que assina o documento juntamente com o diretor Fauston Saraiva.

Os pontos sobre os quais a ACI pede informações são os seguintes:

1 - Quais planos de contingência encontram-se atualmente ativos para resposta a enchentes, deslizamentos, vendavais e demais desastres naturais;

2 - Quais municípios possuem áreas de risco mapeadas e quais ações preventivas estão sendo executadas nessas localidades;

3 - Quantidade e localização dos abrigos públicos disponíveis para atendimento à população em situações de emergência;

4 - Relação dos equipamentos, veículos, embarcações e recursos materiais disponíveis para operações de resgate e assistência humanitária;

5 - Informações sobre os sistemas de monitoramento meteorológico e hidrológico utilizados e os protocolos de emissão de alertas à população;

6 - Existência de programas de capacitação e simulados destinados às equipes municipais e às comunidades vulneráveis;

7 - Recursos financeiros destinados à prevenção e mitigação de desastres, indicando valores já aplicados e previstos para o exercício de 2026;

8 - Obras estruturais planejadas ou em execução para redução dos riscos de inundações e deslizamentos;

9 - Estratégias de integração entre União, Estado e Municípios para atuação coordenada em eventual situação de calamidade pública;

10 - Cronograma das ações preventivas previstas para os próximos meses.

“Pedimos que as informações sejam encaminhadas em observância aos princípios de publicidade, transparência e direito de acesso à informação, permitindo que a sociedade acompanhe o grau de preparação dos órgãos públicos diante da possibilidade de novos eventos extremos”, conclui Saraiva.

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