André Momberger comenta redução da taxa de juros para 14%

Por ACI: 06/08/2026

O vice-presidente de Economia da ACI comenta o impacto da decisão do Banco Central de reduzir em 0,25%, de 14,25% para 14%, a taxa de juros no Brasil, anunciada nesta quarta-feira, 06.

Em novo vídeo da série Papo de economia, André Momberger afirma que a redução era largamente esperada pelo mercado financeiro. 95% das bolsas de apostas cravavam uma redução de 0,25%, mas alguns poucos otimistas viam a possibilidade de um corte de 0,5%. “Mais importante do que a decisão em si é o viés do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que mais uma vez foi aberto, isto é, não indica uma direção para o mercado”, afirma.

O vice-presidente de Economia da ACI destaca que a decisão de reduzir novamente a Selic foi baseada em diversos indicadores, como os índices inflacionários, que as últimas medições foram um ‘pouco mais comportados’, mostrando que o efeito da política monetária restritiva e do juro alto está sendo positivo.

O relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) trouxe uma diminuição da quantidade de vagas geradas nos últimos dois meses, o que sinaliza queda da atividade produtiva. Além disso, a projeção para o PIB de 2026 também caiu, ou seja, todos os indicadores que são reflexo direto de uma política restritiva estão respondendo de acordo com o esperado. Nesse cenário, a taxa de câmbio também pouco oscilou e o arrefecimento do conflito dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã trouxe o petróleo novamente a patamares entre US$ 80 e US$ 85.

“Tudo isso deu base para o Banco Central manter a política de corte da taxa de juros pela quarta vez consecutiva, reduzindo-a de 15% para 14% do início do ano para cá. A expectativa agora é que 2026 termine com a taxa atual ou de 13,75%. Seja qual for, a taxa estará acima dos 12,5% projetados no início do ano”, explica.

 

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