Conselho de administração ajuda a assegurar longevidade da empresa familiar
Osvaldo Schirmer, conselheiro de empresas, foi o terceiro palestrante do Workshop Governa que Transforma, realizado pela ACI nesta terça-feira, 12. Destacando o papel do conselho de administração na longevidade das empresas familiares, o ex-vice-presidente global do Grupo Gerdau disse que empresas familiares são um dos pilares da economia brasileira. Nascem da coragem de alguém, crescem com muito trabalho e constroem reputação ao longo do tempo. Mas existe um momento em que o modelo que fez a empresa crescer já não é suficiente para fazê-la durar. E é aí que entra a governança.
Conforme o palestrante, uma empresa pode ter governança razoável sem conselho, mas não pode ter um bom conselho sem governança. O conselho de administração serve para definir a estratégia da empresa, supervisionar a gestão, avaliar resultados e propor correções e propor e aprovar políticas de governança, por exemplo.
O conselho consultivo vem antes do conselho de administração. Serve para orientar, não para deliberar. Oferece recomendações e pareceres, sem poder de voto ou deliberação formal. Prepara a empresa familiar para uma governança formal, permitindo familiarizar-se com a cultura de prestação de contas e decisão colegiada.
"Muitas empresas não precisam começar com um conselho de administração, mas praticamente todas se beneficiariam de um conselho consultivo", explicou Schirmer. Conforme ele, antes de falar em conselho, a empresa precisa falar de governança, que dita as regras do jogo, quem decide, com base em que, quais os limites e quem prestas contas a quem. Governança não começa com pessoas. Começa com regras”, enfatizou.
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