Livro, ata e reunião para definir comemoração do centenário de Novo Hamburgo
Ações relacionadas ao centenário de Novo Hamburgo, que será comemorado em abril de 2027, foram um dos temas da reunião mensal do Comitê de Educação e Cultura, nesta quinta-feira, 06, sob a coordenação da vice-presidente Cristine Schneider da Rocha.
Um dos projetos em desenvolvimento é a produção do livro A lente do tempo – Uma jornada de conexão entre o passado e o presente. Iniciativa da ACI com participação do historiador Rodrigo Luís dos Santos e curadoria do secretário municipal de turismo, Angelo Reinheimer, a obra será interativa e os leitores – alunos do 4º ano – serão estimulados a visitar pontos históricos marcados, onde receberão um carimbo e poderão fazer anotações sobre o que virem.
A etapa final do roteiro é a ACI, onde receberão um pacote de figuras para completar o livro e poderão deixar, cada um, uma carta descrevendo o que esperam para o futuro do município, que serão colocadas numa urna para abertura futura. O projeto será desenvolvido com recursos captados via Lei Rouanet e tanto as empresas associadas quanto outras poderão ser patrocinadoras.
Também nesta quinta-feira, às 14h, ocorreu a primeira reunião da comissão que vai coordenar a comemoração do centenário. Ela é integrada pelo poder público municipal, por entidades empresariais e por associações comunitárias locais. Cristine Schneider da Rocha representa a ACI.
Ata de 1926
Angelo Reinheimer relatou ter encontrado no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo uma ata dos primeiros movimentos para a emancipação de Novo Hamburgo. Escrita à mão por Leopoldo Petry, a ata descreve a criação da comissão pró-vilamento de Novo Hamburgo, em 31 de agosto de 1926. Nascido em Novo Hamburgo, então distrito de São Leopoldo, Petry foi um dos líderes do movimento emancipacionista local, entre 1924 e 1927, e primeiro intendente hamburguense eleito.
Homeschooling
A integrante Maristela Guasselli fez uma apresentação com argumentos contrários ao Projeto de Lei 1338/2022 (originado na Câmara dos Deputados como PL 3.179/2012), de autoria do deputado Lincoln Portela, que propõe regulamentar a prática da educação domiciliar (homeschooling) para a educação básica no Brasil. A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Defensores argumentam que o texto traz segurança jurídica para as famílias e garante o direito de escolha na formação educacional. Entidades educacionais e organizações da sociedade civil apontam riscos de evasão escolar, enfraquecimento da rede de proteção infantojuvenil e prejuízos à socialização dos alunos. O projeto tramita no Senado Federal sob relatoria da senadora Professora Dorinha Seabra, sendo alvo de debates intensos e resistência de parlamentares e entidades contrárias a votações em regime de urgência.